Relatório II

Dia dhuit, folks! =D Conas áta tú?

É isso mesmo, esta sou eu mostrando minhas destrezas no meu novo idioma: o Gaélico! Em outras palavras: “Olá, pessoal! Como vocês estão?”. Esta é a língua falada por aqui pelos nativos, principalmente nas zonas rurais, onde as pessoas se recusam a aceitar a colonização inglesa e tem grande influência dos idiomas viking e celta. Ela aparece em todos os cantos da cidade e todo irish que se preze sabe fazer um bom brinde em gaélico: “Slàinte mhath!!” É claro que eu não ia perder a oportunidade de mostrar pra vocês minha fluência em mais uma língua, né? Hahaha!

Eu sei, povo… O segundo relatório veio nadando para o Brasil e demorou uma vida pra chegar, mas ele está aqui! Fiquei muito feliz com as respostas de vocês e prometo que não vou mais enviar cartas numa garrafa. E já que demorei tanto, algumas coisas que eu tinha selecionado pra escrever, acabei esquecendo… Não me matem! Vou dar o meu melhor daqui pra frente. “Mas, Rah, o que você andou fazendo neste tempo todo que nos abandonou e não escreveu mais?” Meus pequenos leprechauns, devo dizer que o intercâmbio é cheio de altos e baixos e achar um momento de calma e inspiração levou certo tempo.

Já que a maioria das perguntas do relatório anterior foi sobre os nanás e seu estilo de vida, aqui vai um parágrafo especial para eles. Fiz uma pesquisa sócio-político-demográfica profunda e tenho novos dados a apresentar. O termo “naná” é um apelido carinhosamente criado pelos brasileiros para os “nakras”. Estas pessoas geralmente são aquelas que o governo da Irlanda considera como carente. “Mas Rah, como assim ‘carente’ se a Irlanda tá na Europa? Todo mundo aí é rico!” Calma, crianças, titia Rah explica. Se você trabalha por certo tempo numa empresa e é demitido, no Brasil você é automaticamente cadastrado no seguro-desemprego, certo? Aqui na Irlanda é a mesma coisa… Acontece que este seguro é vitalício, semanal e dá direito a uma casa do governo. Trocando em miúdos, você é um desempregado que passa a ter ‘sua casa, sua vida’, recebendo mais 200 euros por semana e sem prazo de término! Aí a titia Rah pergunta: Morar na Europa significa riqueza? Tirem suas próprias conclusões…

Agora vou relatar como foram os meus dois primeiros meses e minha saga por um teto apropriado. No meu primeiro relatório, eu havia me vangloriado por conseguir uma casa super barata e bem localizada, não é? Infelizmente, tem alguns ditados que nossas mães ensinam que batem na nossa cabeça como uma chinelada. “Não confie em estranhos” deveria estar na tela do meu smartphone. Pois bem, confiei meus ricos 220 euros de aluguel a uma mexicana que assegurou que pagaria diretamente ao landlord (proprietário) e fui para a escola. Quando voltei, não encontrei mais o dinheiro ou a mexicana. Fiquei tranquila porque acreditei que já havia sido pago. Horas depois, o landlord apareceu, exigindo que eu desse o valor total ou eu seria despejada na manhã seguinte. Surtei, chorei e quis matar a tal Maria del Bairro, mas se tem uma coisa que sei fazer na vida é mostrar com quantos limões se fazem uma boa tequilada! Espertamente, deslizei meus dedos nas coisas da chica e encontrei seu passaporte. Quando ela chegou, já estava pronta para o drama mexicano, com o sangue de Paola Bracho nas veias. Cobrei pela grana e ela me disse que tinha apenas 100 euros na carteira. Ahhh é? Ou aqueles 100 se desdobravam em 220, ou a imigração teria uma mexicana ilegal pra reportar! Tá pensando o quê?? Nasci em Minas, mas também sei rodar a baiana! Na metade da madrugada a malparida apareceu com minha bufunfa de volta.

Não sou do tipo chata que corre no primeiro obstáculo, mas nesse caso eu achei demais pra mim. Na semana seguinte, estava eu de volta à estaca zero. Mais casas pra procurar e mais quilômetros a percorrer. Recebi a oferta de uma brasileira para uma vaga temporária e resolvi aceitar. A casa é linda, num bairro ótimo, por 280 euros e já me considero super fodona só por tomar banho com dignidade. Moro com duas brasileiras, uma romena e uma zimbabuína (oooops! quem nasce no Zimbábue é o que mesmo?). Todas umas fofas e que me acolheram como uma família, com direito a festinha surpresa de aniversário! A melhor notícia é que a vaga agora é definitivamente minha e posso sossegar.

Por falar em definitivo, tenho que citar o meu processo de visto que finalmente chegou ao fim. Não tive problema nenhum com a documentação e tudo correu no tempo certo, mas a agonia de ser ilegal não é bacana. Fui para a fila da imigração às 6h30 da manhã e só finalizei às 17h da tarde. Gente, nessas horas que percebemos como não somos ninguém só por causa da cor do passaporte. Um frio da porra, gente do mundo todo, crianças e velhinhos com cobertores, a fila dando voltas no prédio desde as 5h e as portas se abrem às 8h. Não sei se esse tipo de atendimento é proposital e os agentes precisam ver a cara de cada um, mas a Polícia Federal brasileira dá de mil a zero nesse quesito. Quando entrei, peguei a senha 129 e fui esperar. Às 13h recebi o primeiro atendimento, vasculharam minha vida toda, perguntaram até o que eu fui fazer na Colômbia (Risos… nem te conto!) e confiscaram meu passaporte para analisar se as informações batiam. Às 17h retornei ao guichê e finalmente recebi minhas boas-vindas à Ilha Esmeralda!!! A partir de agora sou oficialmente uma brasileira imigrante pé rapada com menos dinheiro que um naná e feliiiz da vida!

A estação do ano aqui agora é o verão, e aqui na Irlanda chega a ser um pouco engraçado. Os dias são extremamente longos, o sol nasce às 4h da manhã e vai embora às 22h da noite, mas ele só está ali para fazer graça, porque calor mesmo ainda não vi. A temperatura máxima que peguei foi 20°C e saí correndo pra tentar conseguir pelo menos um pouco de vitamina D. No entanto, não posso mentir que a cidade fica linda. Os parques cheios de gente deitada na grama, cachorros e crianças brincando e já até deu pra ver uma garota lutando por uma marquinha de biquíni. E agora que minha grana foi liberada no banco irlandês, pude começar minhas rotas turísticas também, mas confesso que não fiz muita coisa desde então por pura falta de vergonha na cara. Vou me arrepender disso quando o sol começar a se pôr às 15h da tarde… A ilha é cheia de opções de viagens rápidas, que percorrem mais de 3 cidades em um dia. Estive em Howth, uma península que tem alguns cliffs (penhascos), fiz uma trilha a pé e conheci muitas paisagens dignas de filme. Tudo muito verde, como sempre!

Aliás, é bem difícil achar algum lugar aqui que não dedique boa parte ao verde. E já que o assunto passou para as cores, tenho uma curiosidade pra contar. A cidade de Dublin segue alguns padrões de construção: nenhum prédio pode passar de 5 andares e, na maioria das vezes, não há espaço dividindo um edifício do outro, então todos são muito parecidos. A única coisa que fica a gosto do proprietário é a cor da porta. Reza a lenda que estas determinações foram da Rainha Elizabeth e ela também decretou que as portas seriam obrigatoriamente pretas. No entanto, nossos amiguinhos irishs foram rebeldes e pintaram do jeito que queriam. Ahaaam, seeei. Não colou pra mim não! Fui verificar a veracidade da história e descobri que isso é lero lero. Um irish original de fábrica me afirmou que as entradas são diferentes para ajudar os irishs bêbados a saberem qual é a sua casa! Gente! Isso é simplesmente genial!! Padrão europeu é mesmo outro patamar. Já quero a minha porta amarela de bolinhas roxas!

Outro padrão europeu de qualidade é a… CERVEJA! Sim, já me permiti tomar várias pints de Guinness e muitas outras. Essa história de que tomar cerveja quente é um absurdo deve ser revisada com certeza! Claro que no frio de 12°C uma estupidamente gelada só é uma boa ideia no Brasil, onde a sensação térmica é 18°C. Estou adepta de todas aquelas pints de 500ml que você pode segurar sem dedos roxos de frio e acaba bebendo sem perceber. Isso sem mencionar que com 10 euros é possível ficar naquela vibe de Nárnia. Há alguns dias atrás, resolvi ir num Pub Crowl, que é um tour típico na Europa para conhecer o maior número de pubs em menor tempo, bebendo o máximo e pagando o mínimo. Paguei 12 euros e a meta eram 6 pubs, passando 40 minutos em cada um. Na entrada de cada um, todos ganhavam um shot típico irlandês e uma pint. Fazendo uma matemática rápida, 6 shots diferentes e 3 litros de cerveja. Razoavelmente bom, né? Foi só essa vez, viu mãe?!

Agora mudando de arco pra macaco, quero falar sobre a higiene europeia. Ou melhor, a falta dela. Meu povo brasileiro limpinho, cheiroso e que usa desodorante, o assunto agora é com você. Após oito semanas de viagem, está comprovado: Banho é artigo de luxo e escovação de dentes é capricho. Às minhas amigas solteiras que sonham com o lorde inglês: Calmaaaaaa!!! Vou detalhar pra ficar mais compreensível. O processo de banho aqui leva certo tempo e tem que ser programado. Você quer tomar banho? OK. Escolha: de manhã ou à noite? Manhã. Precisa sair às 7:00? Sim. Então, vamos lá… Acorde às 5:30, ligue o boiler e volte pra cama. Às 6:30 você toma seu banho e às 7:00 você está pronto! E se eu precisar sair às 12:00? Tome banho até 9:00! Complicado, eu sei. Acontece que a conta de energia aqui é mais barata durante as primeiras horas da manhã, noite e madrugada. Eu não sei pra vocês, mas pagar conta cara em euros dói muito, então prefiro seguir o plano…

Mas aí você é um europeu, que a mamãe não deu banho até os 3 meses de idade quando era bebê (lembra?). Bate aquela preguiiiiça… Fez frio durante o dia inteiro e você nem fez exercícios físicos. Banho pra quê?? E o médico falou que escovar os dentes estraga o esmalte dos dentes… Você é um inglês solteiro que nem tem bocas pra beijar! Se for sair, tem Listerine no banheiro e tá de boa! Qual é resultado disso, minha gente? Um cara com a carteira cheia de euros e que fede mais que caminhão de galinha! E o mesmo funciona para aquela loira suíca, viu meninos?

Pra finalizar, temos a maior das curiosidades: Rah de visual novo! Podem me contar que foi uma surpresa e algo jamais visto pela maioria de vocês. Óbvio que não vou contar o segredo dos cachos repentinos, mas com certeza eles vão aparecer mais vezes, já que uma progressiva aqui equivale a quatro daí. Nem sempre a proporção nos ajuda, né? Melhor assumir o pé na senzala e poupar o bolso. Mas devo dizer que a Irlanda tem mudado não só meu visual. Dois meses parece pouco tempo, mas o que conta é a intensidade dos fatos. O choque cultural é inevitável. A língua é um desafio, mas estou muito mais segura do meu inglês e isso só vem com o tempo, claro. Tenho saudade de coisas tão pequenas que chega a dar vergonha. Logo eu, taurina com ascendente em touro, sofro com a falta de comida brasileira e do conforto da minha casa, mas é tudo uma questão de adaptação. Enquanto choro com o empadão que deixei de comer, morro de felicidade por estar sofrendo na Europa. E não é ostentação! É a alegria de estar de corpo inteiro num sonho tão… Meu!

Como sempre, vocês estão fazendo uma puta falta aqui. Vivo me perguntando como seriam as coisas se eu pudesse ter pelo menos um de vocês do meu lado e nossa… Que incrível já é só na imaginação! E enquanto não posso fazer isso acontecer, vou levando todo mundo no bolso. Espero que tenham gostado e, por favor, me escrevam!

Slán leat! Até logo!

Mil beijos,

Rah.

Relatório I

Hello, people!! =D

Agora que as terras tupiniquins ficaram lá no hemisfério sul, junto com o sol e todas as minhas roupas curtas e confortáveis, tive que ligar a playlist no melhor do sertanejo para entrar no clima brasileiro novamente e escrever pra vocês. Aôoooooooooo saudaaaade!

Pra começar a nova leva de relatórios, preciso preparar o psicológico de cada um, meus amigos: O buraco aqui é mais embaixo. E se a querida Rah que muitos definem como “a destemida das Américas” está dizendo… Acreditem! TÁ FODA.

O primeiro sinal de que a aventura seria daquelas sem pé nem cabeça foi o meu delicioso encontro com a celebridade web Inês Brasil. Meu povo, aquela mulher define o conceito de “diva”! Andava pelo aeroporto exibindo aquele corpo escultural com duas pessoas levando seus pertences. Eu que já tinha ido várias vezes ao Rio e nunca encontrado um famoso, fiquei saltitante, né? Saí correndo, pedi para o meu próprio paparazzi (Dudu) deixar a câmera preparada e fui pedir uma foto com a rainha. Me aproximei e disse: “Tudo bem? Tira uma foto comigo?” Ela, muito católica, respondeu: “Tudo bem, graças a Deus! Claro! Olha que nêga linda! Olha que cabelo liso channel maravilhoso!”Genteeee! Entenderam??? Ela elogiou o meu cabelo!!! As 4 horas presa no salão foram recompensadas ali naquele momento! Deixei o cartão da minha cabeleireira com ela e fui embora, toda feliz.

Depois disso, foi a tristeza de deixar o meu mozão aí, né? Ele chorou, fez biquinho, implorou para que eu não fosse, mas fazer o quê? Deixei um lencinho com o meu cheiro para ele e entrei para o embarque. (Os invejosos vão dizer que essa parte é mentira, mas tenho vídeo para comprovar o biquinho.) Só que eu preciso ser sincera: não foi legal. Também chorei, quis ficar lá agarrada nele, mas o Boeing 747 já estava lá estacionado e buzinando pra mim.

Entrei naquele avião e pronto: a realidade mudou. Já comecei a sentir o cheiro de mais uma grande história começando! A tripulação com aquela cara de capa de revista, todos britânicos e não falavam uma palavra em português. “Ah… mas isso é mole pra mim! Estudo inglês desde os 14 anos!” Não é verdade? …Sóoooo queeeee nãaaaaao! Experimente decidir entre a comida sem lactose, a sem temperos fortes, a sem glúten e a vegetariana e dizer que não quer nenhuma delas, só uma “meio-termo”. Experimente escolher entre chá inglês, café, vinho francês, whisky escocês, cerveja, vodka e dizer que quer uma só, mesmo querendo todas. Éeee! Tá achando que é mole? Não é não, meu irmão! No mais, tive um voo tranquilo, só curtindo os bons filmes de bordo e a viagem passou muito rápido.

Chegando em Londres, fui direto encarar a primeira fase da imigração. Encarnei a secretária executiva, fingi que não estava de moletom e lembrei do elogio da diva para ter uma força espiritual. Fui para o guichê da atendente e ela fez questão de me atentar de que não passo de uma brasileira ferrada. Me olhou com desprezo e perguntou o que eu tinha a oferecer ao Reino Unido. Humildemente, respondi que só estava ali para estudar inglês e ela carimbou meu passaporte.

Passada a tensão, fui me divertir no aeroporto. Gente do céu! Posso afirmar com toda certeza que a arquitetura daquele lugar foi inspirada na Times Square! Dava vontade de ficar parada na frente daqueles painéis de LED só vendo as ofertas e propagandas das lojas. Tudo colorido, brilhante e bem convidativo. Então, peguei minha grana e fui até a casa de câmbio para depois ver o que eu podia comprar. Bom, depois de juntar 20 dólares em notas de 1, troquei por libras. Para ser mais prática na explicação: meus 20 dólares renderam 1 sanduíche e 1 suco de laranja. Deliciosos, por sinal. Mas então, voltei para a frente dos painéis e continuei curtindo as propagandas… Porque, né?! ¯\_(ツ)_/¯

Peguei o próximo voo e… agora sim! Irlandaaaaaaaa!!!

Sobrevoando a cidade deu pra ver que a linha do Equador realmente divide dois mundos. Aquela ilha completamente verde, com campos retos e lisinhos, fazendas e estradas que parecem um tapete. Uma coisa tão linda de ver que um sapo veio na garganta. Segura essa emoção, fera!

A segunda ida ao guichê da imigração foi muito tranquila. Apresentei meus documentos e não perguntaram nada. Carimbo de 90 dias e partiiiiiu!! Fiquei uns minutos esperando pelo transfer e logo estava no hostel, de onde vos falo.

A primeira semana foi extremamente conturbada, como eu já previa. Eu precisava encontrar um moradia fixa para iniciar o processo de visto na imigração e fui correr atrás. Como a cidade é muito plana e relativamente pequena, fiz todas as buscas e visitas às acomodações a pé. Sinceramente, não consigo me lembrar qual foi a vez que dei tanto duro na vida. Foram muitos quilômetros andando a pé, chuva na cara, vento cortando a pele e muitos ‘nãos’ recebidos sem dó. Mas sola de sapato tá aí pra isso, não é verdade? Os resultados dessa batalha foram: uma bota jogada no lixo, três bolhas, um dedo sangrando e uma vaga na melhor área de Dublin por menos de 250 euros! Modéstia à parte, só por essas aí, vocês podem me chamar de pica muito grossa!

Por esse motivo, não consegui turistar nessa cidade tão linda e charmosa apropriadamente. O que posso dizer a vocês é que tudo aqui é um colírio para os olhos. Mesmo uma caminhada por qualquer ruela te leva a muitos séculos atrás. Qualquer irlandês pode te dar uma aula de história sobre o país, os vikings, celtas ou qualquer outra coisa. São simpáticos, atenciosos e cheios de disposição. Cheguei aqui há tão pouco tempo e já posso sentir que meus caminhos estão se abrindo!

Meu povo, a partir deste ponto, não consigo contar em detalhes cada coisa que descobri. Precisaria de muitas horas da paciência de vocês. Em suma, estou aprendendo a viver do zero novamente. Digo isso em todos os sentidos possíveis! Demorei 5 minutos para abrir a torneira, 20 para ligar o chuveiro e ainda não sei como tirar o refrigerante da geladeira. Como as diferenças são muitas, resolvi enumerar. Estão em ordem aleatória, de acordo com o que me vem na memória. Então, aquelas que vocês acharem que merecem uma explicação, é só falar que eu respondo tudo com uma história ilustrativa. Vamos lá:

  1.      – As torneiras duas formas de abrir: água fervente ou congelante. Encontre o eixo você mesmo.
  2.      – O chuveiro funciona como as torneiras, mas com uma única forma de abrir. Tome banho fervente ou congelante.
  3.      – As privadas de Londres jogam água na bunda e secam depois.
  4.      – Os irish (irlandeses) não tomam banho todos os dias.
  5.      –  Também não escovam os dentes. Os dentistas não incentivam o uso de creme dental por “retirar o esmalte dos dentes”. Só passam enxaguante bucal e tá tudo certo.
  6.      – Os banheiros não têm ralo ou janela. Ralo só dentro do box para o chuveiro e um aparelho para filtrar o vapor do banho.
  7.      – O trânsito funciona na mão inglesa. No chão está escrito para que lado da rua você deve olhar antes de atravessar.
  8.      – Aqui não existe autoescola. (Sério.)
  9.      – Todos os ônibus são de dois andares e tem aquecedor.
  10.  – Todos os estabelecimentos tem aquecedor.
  11.  – As passagens de ônibus são cobradas de acordo com a distância que você vai andar e são pagas apenas com moedas, na quantidade exata que foi cobrada. Você nunca receberá troco se pagar a mais e descerá antes se pagar a menos.
  12.  – Existe semáforo exclusivo para bicicletas.
  13.  – Você paga multa de 150 euros se seu cachorro faz cocô na rua. Depois de três multas, você vai preso.
  14.  – A coca-cola é muuuito doce. E o feijão também.
  15.  – Heinz é o pior catchup vendido aqui.
  16.  – Tem cream cheese liberado no café da manhã.
  17.  – A limpeza é feita com produtos químicos, vassoura e pano. Não existe rodo para vender. Faça o seu próprio.
  18.  – Chove todo dia sim, mas é garoa. Quando cai pingo mais grosso do céu todo mundo entra pros pubs e vai beber.
  19.  – Ainda não achei nenhuma folha nas árvores e já é primavera há quase 1 mês. Tô preocupada.
  20.  – Os bebês são mais brancos que leite e incrivelmente lindos.
  21.  – As crianças a partir de 2 anos são horríveis.
  22.  – Os médicos indicam que as crianças tomem seu primeiro banho somente aos três meses de idade. A sujeira cria uma casca na pele do bebê, que sai por volta do terceiro mês. É como se fossem pequenas cobras, trocando sua primeira pele.
  23.  – Os irish prestam atenção no que você está falando na rua e tentam entrar no assunto.
  24.  – Podem te multar se você atravessa a rua fora da faixa ou com o sinal fechado.
  25.  – Os guardas não usam armas nem cassetete.
  26.  – A unidade de medida usada para comida é a tulipa de cerveja (pint) e não a xícara.
  27.  – Ainda não tomei cerveja.
  28.  – Não existem pessoas nos caixas de supermercado. Você compra, você paga e vai embora.
  29.  – Os mendigos são chamados de nanás. Denominação dada pelos irish. Não os chame assim nem com os próprios irish. É uma ofensa.
  30.  – Os nanás mais perigosos atiram ovos em você.
  31.  – As casas dos nanás são melhores que a minha.
  32.  – Quero ser naná.
  33.  – Não é permitido beber bebidas alcoólicas na rua. Se quiser beber, procure quem tem um saco de pão na mão.
  34.  – Nenhum bar/pub cobra entrada.
  35.  – Uma pint de Guinness custa 2,50 euros.
  36.  – Ainda não tomei cerveja.
  37.  – Um grande número de pessoas sofrem de doenças ligadas à carência de vitamina D. É comum ver pessoas com dificuldade de locomoção por esse motivo.
  38.  – Quando o sol aparece durante o almoço, todos que trabalham em escritórios vão almoçar nos parques.
  39.  – É comum ver pessoas andando de pijama na rua.
  40.  – As mulheres irish sonham em ser bronzeadas. Como não conseguem por razões óbvias, usam maquiagens dois a três tons acima do ideal.
  41.  – Quando uma pessoa morre, o velório é uma grande festa. O morto fica em sua casa, os vizinhos organizam a comemoração e uma pessoa é escolhida para ficar 24 horas com o morto, bebendo e celebrando. Acreditam que a grande festa fará com que ele “acorde novamente”, mas no reino dos mortos.

E isso é tudo, pessoal! Apesar de achar que mereço estar no Guinness por não ter tomado nenhuma Guinness até hoje, meu assunto aqui vai além da diversão. Tenho certeza que o gosto dessa iguaria vai ser bem melhor quando minha situação estiver regularizada! Muito obrigada pela força que vocês sempre me deram. Com certeza, isso está fazendo a diferença aqui. Nem tudo são flores e a Europa não é só glamour, mas as fotos do Instagram dirão o contrário! 😉

Voltaremos em breve!

Mil beijos,

Rah.